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Saudade, sim, tristeza não,
pois saudade é o AMOR que ficou.
Santo Agostinho

 

É assim que celebro a partida de nosso tão querido Pe. Humberto, um verdadeiro mensageiro de Deus que viveu entre nós.

Recordar a sua vida é fazer um aprofundamento da prática do Evangelho, pois toda ela foi vivida dando verdadeiro testemunho do Amor de Deus, revelado em Jesus Cristo.

 

O MEPES-FUNACI é a lembrança viva de sua passagem entre nós, não somente pela organização, mas sobretudo pela vivência dos valores humano-cristãos e incentivo a todos nós para aprofunda-los e vive-los.

 

Sinto-me também feliz por ter sido testemunha ocular do início destas obras que posso dizer humano-divinas em favor da evangelização e promoção integral de nossos irmãos. Se não se pode transformar o mundo todo na civilização do amor, pelo menos pode-se dar a nossa gota d’água…

 

Tive a alegria de conviver com nosso querido Pe. Humberto, muito de perto, colaborando nestas duas obras e nas atividades paroquiais em Anchieta, Alfredo Chaves e Socopo.

 

Impressionou-me e levou-me ao entusiasmo de colaborar, a opção que o Pe. Humberto fez pelo ser humano, não excluindo ninguém dos projetos que iriam nascer. Não fez uma política luta de classes, mas ao contrário, tentava unir todos em um grande projeto, nascido da Populorum Progressio e da Mater et Magistra. Provava que era um verdadeiro jesuíta, filho da Igreja, seu mensageiro entre nós, vivendo na prática a busca da Ad Majorem Dei Gloriam.

 

E tudo era realizado com uma naturalidade que revelava a alma jesuíta – verdadeiro discípulo-missionário do Senhor. Convocava todos para a grande batalha da promoção humana, à luz dos documentos acima citados: autoridades políticas, religiosas, civis, empresários, agricultores. Desejava criar a fraternidade entre todos, através do intercâmbio em nível local, regional, nacional e internacional. Tentava criar a cultura da união, da fraternidade, da promoção do homem todo e de todos os homens.

 

Deus sempre foi o centro de seu grande projeto: levar todos a se tornarem cada dia mais imagem e semelhança de Deus, independente das condições sociais. Atendia com o mesmo carinho, atenção, generosidade tanto a pobres como a ricos. Isto muito me impressionava, num tempo em que uma forte ideologia nascida da opção pelos pobres, excluía as vítimas do dinheiro do Reino de Deus. Ele as despertava para a prática da caridade verdadeira.

 

Quanto a ele vivia de forma simples e pobre, porém sem ostentar pobreza, sem fazer da sua vivencia um troféu.

 

E nunca deixava de buscar a ajuda de Deus. De quantas missas do galo (nas caladas das noites) eu participei, na cela do S. José de Anchieta! Quando o trabalho nas roças, as reuniões intermináveis não permitiam celebrar a Eucaristia no local, ao regressar à casa, mesmo exausto, não ia repousar sem antes fazer a memória do Senhor a quem servia nos seres humanos.

 

Seria longo o que poderia dizer. Mas já fiz uma biografia de nosso santo homem, onde relato os fatos mais marcantes. Unida a todos que são testemunhas desta vida tão rica, louvo ao Senhor e tenho a esperança de que as sementes tão bem lançadas e que já produziram frutos magníficos na vida de tantos que aqui estão, continuem se multiplicando. E que do céu, na plenitude da luz, Pe. Humberto nos alcance ver, como via, a face de Deus presente em cada ser humano e servi-lo como ao próprio Deus. E assim, possamos chegar também felizes à vida eterna, à mansão do Senhor, onde formaremos a comunhão perfeita que iniciamos na terra. Assim seja.

 

(Irmã Camélia)